terça-feira, 7 de agosto de 2012


O preço por comer bem

Ao se tratar do Índice de preços ao consumidor (IPC) no mês de julho, o mesmo apresentou uma variação de 0,22%, gerando uma inflação direta ao consumidor. O setor de maior magnitude para este resultado partiu do grupo dos alimentos, (0, 74% para1, 02 %), neste contexto, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes (7,50 % para 18,40 %).
Diante desta notícia, vale refletir: Comer bem está cabendo no bolso dos brasileiros?
O Salário mínimo teve aumento este ano, mas nada adianta se a inflação não contribui para um maior consumo por parte da classe social hierárquica mais desfavorecida, que formam a maioria da nação brasileira.
Existem programas governamentais, como o Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), que se baseia na segurança alimentar e nutricional, e aborda aspectos como abastecimento, oferta, consumo e utilização biológica adequada dos alimentos. Frente a uma política tão importante como esta, é uma lástima não ser respeitada. Os direitos dos brasileiros quase sempre são violados, até mesmo por outras instituições governamentais.
Atualmente, o assunto “alimentação” está cada vez mais exposto na mídia, alimentos como a soja, frutas e legumes diversos estão “na boca do povo”, sem falar dos “óleos poderosos” que auxiliam na redução de peso, dentre outras funcionalidades. São alimentos muito saudáveis e contribui muito para a saúde e o bem estar, mas ainda sim, o que se é comprado para perder peso muitas vezes acaba pesando mais, só que no bolso das famílias brasileiras!
Fazer compras na feira, infelizmente já não é um programa sempre possível para a classe média baixa.  Alimentos “light” e “diet” custam praticamente o triplo dos alimentos sem estas restrições. Até mesmo o “casamento nutricional” perfeito, o tradicional feijão com arroz, já não tem um preço tão acessível.
E a partir deste contexto, vale a reflexão: Será que as gerações futuras vão se alimentar bem? Se o preço de alimentos essenciais para a saúde humana continuarem aumentando de maneira avassaladora, ficará difícil ir contra o famoso “pão com mortadela” ir contra os obstáculos para quem realmente quer ter uma vida alimentar saudável.


Léa Carolina. S Freitas.
Nutricionista.